O que é campimetria e para que serve – Tudo que você precisa saber

O que é campimetria e para que serve – Tudo que você precisa saber

A campimetria, também conhecida como exame de campo visual, serve para mensurar o campo visual (CV) de uma pessoa. Trata-se de um exame muito importante, especialmente para pessoas com glaucoma.

Para falar um pouco mais sobre a campimetria e a importância do exame no contexto do glaucoma, hoje vamos entrevistar a oftalmologista, Dra. Maria Beatriz Guerios, especialista em Glaucoma.

Tudo que você precisa saber sobre o campo visual

Primeiramente, vamos entender melhor o que é campo visual, para então falarmos mais sobre a campimetria. O campo visual é um conjunto de pontos no espaço que o olho consegue enxergar quando foca em um ponto central, sem movimentos dos olhos ou da cabeça.

Imagine que você está olhando para frente, parado. Mesmo sem virar a cabeça ou mover os olhos, ainda é possível enxergar usando a visão lateral (periférica). Sendo assim, todo esse espaço que você consegue enxergar ao mesmo tempo forma o seu campo visual.

Falhas no campo visual podem indicar presença do glaucoma

“Acima de tudo, vale reforçar que o campo visual é uma parte essencial da visão. Sendo assim, quando o exame de campimetria aponta falhas no campo visual, pode ser um indício de alguma doença ocular ou ainda de lesões no nervo óptico. O exame de campo visual determina pontos cegos na visão e em que região eles estão. Adicionalmente, o formato e o tamanho do ponto cego podem apontar como a patologia está afetando a visão”, explica Dra. Maria Beatriz.

Atualmente, a campimetria é um dos exames mais importantes, tanto para fechar o diagnóstico do glaucoma, como para acompanhar a doença. O glaucoma é o termo que se refere a diversas condições que causam danos irreversíveis no nervo óptico. O principal fator de risco é o aumento da pressão intraocular. A doença é progressiva e pode levar à perda definitiva da visão. Por fim, vale lembrar que o glaucoma afeta a visão periférica, ou seja, lateral”, comenta a especialista.

Ademais, a campimetria consegue estabelecer os limites do campo visual, bem como permite avaliar a sensibilidade da retina e a integridade da visão. Quando a pessoa tem uma visão periférica preservada, por exemplo, ela enxerga em um ângulo de 60º em direção ao nariz; 100º em direção às orelhas, 60º acima dos olhos e 75º abaixo dos olhos. Dessa maneira, alterações nesses ângulos podem indicar problemas na visão periférica.

Quem precisa fazer uma campimetria

Antes de explicar melhor como funciona a realização da campimetria, é importante esclarecer que não se trata de um exame de rotina oftalmológica. Além disso, trata-se de um exame adicional a outros testes oculares. Em outras palavras, a campimetria, isoladamente, não tem como finalidade o diagnóstico de uma doença.

Dessa maneira, agora vamos conhecer as principais indicações da campimetria:

  • Doenças da retina;
  • Glaucoma;
  • Problemas no nervo óptico em geral;
  • Tumores;
  • Inflamação da coroide;
  • Alterações do campo visual repentinas ou por traumas/lesões.

Como funciona a campimetria

A campimetria computadorizada é a forma mais comum do exame. Geralmente, é realizada em clínicas oftalmológicas. O paciente coloca o queixo e a testa no aparelho, devendo olhar de forma fixa para um pontinho no meio da tela.

Em seguida, luzes bem fraquinhas começam a piscar em diferentes pontos das telas. Dessa maneira, toda vez que o paciente perceber essas luzes piscando, deve apertar um botão. Portanto, a campimetria é um exame que exige bastante participação do paciente.

Ao longo do exame, o aparelho registra todos os pontos em que o paciente viu e os que ele não viu as luzes piscando. Como resultado, o oftalmologista vai ter um mapa do campo visual e, claro, poderá avaliar se existem áreas em que o paciente não enxerga.

Onde fazer a campimetria

“A campimetria é um exame relativamente comum, embora exija um equipamento específico. Dessa maneira, é importante procurar clínicas especializadas em oftalmologia que oferecem o exame”, finaliza a especialista.


Artigo com supervisão- Dra. Maria Beatriz Guerios – CRM 102.665 / RQE 96.065

A Dra. Maria Beatriz Guerios é médica oftalmologista e especialista em glaucoma, dedicando-se ao diagnóstico, acompanhamento e tratamento da doença. Seu trabalho é focado na preservação da visão por meio de uma abordagem individualizada e baseada nas evidências científicas mais atuais.

Formada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), conta com especialização pela UNIFESP. Possui Título de Especialista pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e pela Associação Médica Brasileira (AMB).

O consultório fica na Vila Nova Conceição, zona sul da cidade de São Paulo. O atendimento conta com a experiência em Glaucoma da Dra. Maria Beatriz, além de exames de ponta e cirurgia a laser para o glaucoma.

Para agendar a sua consulta, por favor mande mensagem no whatsapp ou ligue para:

(11) 97859 1080

Atualizado 17.09.2026


Fonte

PHU, J.; KHUU, S. K.; NIVISON-SMITH, L.; KALLONIATIS, M. Standard automated perimetry for glaucoma and diseases of the retina and visual pathways: Current and future perspectives. Progress in Retinal and Eye Research. 2025;104:101307. doi:10.1016/j.preteyeres.2024.101307.

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *