
Os impactos do Glaucoma na vida dos pacientes
Os impactos do Glaucoma no dia a dia são muitos. Por isso, em homenagem à Semana Mundial do Glaucoma (World Glaucoma Week), vamos falar um pouco mais sobre o assunto.
Mas, antes de falarmos como os impactos do glaucoma impacta a vida dos pacientes, é importante esclarecer alguns fatos sobre a doença:
-
Glaucoma é nome que se dá a uma série de condições que causam danos no nervo óptico. Ao longo do tempo, essas lesões levam à perda definitiva da visão;
-
O principal fator que leva aos danos no nervo óptico é o aumento da pressão intraocular (PIO);
-
A idade é o principal fator de risco para ter um glaucoma. Entre outros fatores estão histórico familiar, alta miopia, hipertensão, diabetes, certos etnias (asiáticos e negros);
-
O glaucoma não tem cura e a perda da visão é definitiva. Mas, com o diagnóstico precoce e o tratamento correto é possível impedir a progressão da doença;
-
As consultas oftalmológicas de rotina são fundamentais e nelas é possível detectar a presença do glaucoma.
Glaucoma em números
Atualmente, o Glaucoma é a principal causa de cegueira irreversível em todo o mundo. O número de casos da doença em todo o mundo é estimado em 77 milhões. Segundo dados da World Glaucoma Association, em 2030, ou seja, daqui 5 anos, teremos cerca de 100 milhões de pessoas diagnosticadas com glaucoma.
Impactos do glaucoma na vida dos pacientes vão além da visão
De acordo com a oftalmologista, Dra. Maria Beatriz Guerios, especialista em Glaucoma, os impactos do glaucoma na vida dos pacientes são inúmeros. Um dos principais pontos é que esses prejuízos vão muito além dos problemas para enxergar.
“Primeiramente, em relação a visão, os impactos do glaucoma na vida dos pacientes estão associados, por exemplo, à necessidade de mais luz para enxergar, bem como a dificuldades para enxergar objetos e imagens no campo visual lateral (periférico). Sendo assim, muitos pacientes podem sentir algumas partes da visão mais escurecidas. Adicionalmente, a visão pode ficar mais turva e as letras ou imagens podem parecer mais borradas”, explica a médica.
Visão de túnel – Como funciona a cegueira no Glaucoma
A perda da visão no glaucoma é conhecida como “visão de túnel”, pois o campo visual afetado é o periférico, lateral. Dessa forma, os pacientes costumam descrever que é como se estivessem enxergando em um túnel. Quer saber mais sobre o assunto? Leia aqui.
Conforme o glaucoma avança, os impactos no dia a dia ficam mais complexos. “O paciente pode sentir dificuldade para inúmeras atividades da vida diária, como dirigir, caminhar, estudar, enxergar a noite, calcular distâncias (visão de profundidade). Para além disso, o perda visual relacionada ao glaucoma aumenta muito o risco de acidentes no trânsito, nas ruas e até mesmo em casa”, alerta Dra. Maria Beatriz.
“Adicionalmente, os impactos do glaucoma na vida dos pacientes se estendem para a vida profissional. Isto porque, dependendo do estágio da perda visual, podem ocorrer impedimentos para exercer certas profissões. Sob o mesmo ponto de vista, as dificuldades no mercado trabalho acarretam problemas financeiros, o que também abala a qualidade de vida do paciente, podendo se estender para a família”, ressalta a oftalmologista.
Impactos do glaucoma na saúde mental
O glaucoma também traz prejuízos para a saúde mental. Estima-se que de 13 a 30% dos pacientes com glaucoma sofrem de ansiedade e de 10 a 25% de depressão.
“Toda doença crônica costuma afetar a saúde mental, assim como no glaucoma. Há várias razões, como perda da autonomia para realizar certas atividades, como dirigir; acidentes com perda temporária ou permanente da capacidade física; problemas financeiros (seja por impedimentos para exercer certas profissões) ou ainda pelos gastos com o tratamento”, aponta a especialista.
Por que o diagnóstico do glaucoma costuma ser tardio?
O glaucoma costuma ser conhecido como o “ladrão silencioso da visão”. “O motivo é que nos estágios iniciais da doença, não há sintomas. Dessa forma, quando o paciente percebe problemas para enxergar, pode significar que 40% das fibras nervosas do nervo óptico já estão com lesões irreversíveis”, alerta Dra. Maria Beatriz.
Portanto, o glaucoma é uma doença crônica, progressiva e irreversível. Por outro lado, o tratamento adequado pode impedir a progressão doença, ou seja, pode estacionar a perda da visão. Em suma: o diagnóstico precoce do glaucoma é a chave para prevenir a cegueira!
De acordo com dados da World Glaucoma Association, metade dos pacientes com glaucoma desconhecem que possuem o diagnóstico!
Tratamento precoce e adequado
“Felizmente, hoje existem diversos tratamentos para o glaucoma. O mais comum é o uso de colírios para controlar a pressão intraocular (PIO). Contudo, vários estudos apontam que algumas cirurgias, como a Trabeculoplastia Seletiva a Laser (SLT) podem beneficiar alguns pacientes, quando o glaucoma está nas fases iniciais ou moderadas. Outro avanço importante é o uso de stents”, finaliza Dra. Maria Beatriz.
Veja aqui um material completo sobre a Trabeculoplastia.
Lembre-se: visite seu oftalmologista regularmente, especialmente após os 40 anos. Converse com seus familiares sobre casos de glaucoma na família. Parentes de primeiro grau tem um risco de 4 a 8% maior de desenvolver a doença.
Dra. Maria Beatriz Guerios é Oftalmologista Geral e especialista em Glaucoma, bem como faz parte de uma equipe altamente capacitada, com as mais diversas especialidades da oftalmologia.
O consultório fica na cidade de São Paulo, na Vila Nova Conceição (zona Sul).
Para mais informações, ligue para (11) 3846-0200
Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695.