Glaucoma de tensão normal – Tudo que você precisa saber

Glaucoma de tensão normal – Tudo que você precisa saber

O Glaucoma de Tensão Normal é um dos tipos de glaucoma. Como o próprio nome sugere, a pressão intraocular fica dentro do esperado. Contudo, os danos no nervo óptico ocorrem por outras vias, especialmente por problemas no fluxo sanguíneo.

Por esse motivo, o glaucoma de tensão normal é mais comum em pessoas com doenças cardiovasculares e patologias que afetam a circulação, como o diabetes.

A prevalência é variável e depende de muitos fatores, especialmente de etnia. Em muitos países asiáticos, o GTN representa a maioria dos casos de glaucoma primário de ângulo aberto (POAG) — cerca de 70% dos casos de POAG (com variações de 52 % a 90 % dependendo da região). Em populações caucasianas, a proporção de NTG entre pacientes com POAG é menor (em torno de um terço a metade).

Glaucoma de tensão normal não causa sintomas nas fases iniciais

Segundo Dra. Maria Beatriz Guerios, oftalmologista geral e especialista em Glaucoma, o glaucoma é uma doença silenciosa.

“Nas fases iniciais, o paciente não sente absolutamente nada. Na maioria dos casos, a descoberta da doença só acontece quando já existe algum dano na visão. Em pacientes com o glaucoma de tensão normal, ocorre o mesmo. Além disso, como a PIO é normal, o atraso no diagnóstico pode ser ainda maior”, comenta.

Danos no nervo óptico e na retina – Como funciona no glaucoma de tensão normal

Nos demais tipos de glaucoma, os danos na retina e no nervo óptico ocorrem quando a pressão intraocular aumenta. Já no glaucoma de tensão normal, a morte das células nervosas tem relação com a falta de circulação adequada.

“Sendo assim, quando há menos sangue circulando, há menos oxigênio para as células, que acabam morrendo. Uma vez que células nervosas não se regeneram, os danos são irreversíveis e causam a perda progressiva do campo visual periférico”, explica Dra. Maria Beatriz.

Fatores de risco do glaucoma de pressão normal

Como já falamos acima, um fator de risco importante é a etnia, já que o GTN é mais comum em populações asiáticas. Contudo, todas as doenças que afetam a circulação sanguínea aumentam o risco desse tipo de glaucoma. Entre elas:

  • Diabetes;
  • Colesterol alto;
  • Enxaqueca;
  • Apneia do sono;
  • Hipertensão arterial;
  • Hipotensão (pressão baixa);
  • Mulheres têm mais risco de ter esse tipo de glaucoma;
  • Estrutura corporal pequena;
  • Pessoas acima dos 60 anos têm risco maior;
  • Doenças cardiovasculares em geral.

Diagnóstico do Glaucoma de Pressão Normal

Uma vez que não há aumento da pressão intraocular, o diagnóstico do glaucoma de pressão normal é mais complexo.

“Portanto, sempre precisamos investigar o histórico de saúde do paciente e considerar os fatores de risco. Quando há casos de glaucoma na família, por exemplo, é importante fazer uma triagem mais precoce. Após os 40 anos, o exame oftalmológico deve ser anual. Nessa avaliação, também é crucial saber se o paciente tem doenças que afetam a circulação sanguínea, entre outros fatores de risco”, comenta Dra. Maria Beatriz.

Entre os exames realizados para detectar o glaucoma estão:

  • Tonometria (aferição da pressão intraocular);
  • Gonioscopia (avaliação do ângulo);
  • Fundoscopia (exame de fundo do olho para avaliar a retina);
  • Tomografia de coerência óptica (OCT), que consegue detectar danos mínimos no nervo óptico;
  • Campimetria (avalia o campo visual).

Como funciona o tratamento

Infelizmente, o glaucoma de tensão normal não tem cura. Contudo, o tratamento consegue impedir a progressão da doença e, com isso, prevenir novas perdas de campo visual.

Atualmente, o tratamento do glaucoma engloba o uso de colírios e cirurgias a laser. Recentemente, um estudo apontou que a Trabeculoplastia Seletiva a Laser (SLT) é uma opção confiável e segura para tratar o glaucoma de tensão normal. Sendo assim, pode ser um tratamento inicial ou secundário, com efeitos positivos em longo prazo.

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Para além disso, uma vez que o glaucoma de tensão normal está diretamente relacionado com doenças que afetam a circulação sanguínea, também é importante tratá-las. Para esses pacientes, recomendamos fortemente a adoção de um estilo de vida saudável, com práticas esportivas e uma boa alimentação”, aponta Dra. Maria Beatriz.

“Por fim, é importante reforçar que pacientes com glaucoma precisam fazer um acompanhamento oftalmológico regular, bem como aderir ao tratamento para um bom prognóstico”, conclui a especialista.

 

 Dra. Maria Beatriz Guerios  é Oftalmologista Geral e especialista em Glaucoma.

O consultório fica na cidade de São Paulo.

Para mais informações, ligue para (11) 97859- 1080

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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