Cuidados com o glaucoma em viagens internacionais

Cuidados com o glaucoma em viagens internacionais

Os cuidados com o glaucoma em viagens internacionais devem começar antes de fazer as malas. A razão é que no exterior as regras para compra de medicamentos são diferentes.

Além disso, há também regras para embarque com medicamentos, entre outras situações em que é preciso estar preparado quando se tem glaucoma.

Por isso, hoje vamos falar sobre os cuidados com o glaucoma em viagens internacionais, com a colaboração da oftalmologista, Dra. Maria Beatriz Guerios, especialista em Glaucoma.

Glaucoma não tira férias

Primeiramente, é importante lembrar que o glaucoma é uma doença crônica, que exige tratamento e acompanhamento constantes.

Contudo, quando o glaucoma está sob controle, permite que o paciente leve uma vida normal, inclusive podendo tirar férias e fazer as outras atividades do dia a dia. O controle do glaucoma depende, principalmente, do equilíbrio da pressão intraocular.

Acima de tudo, o aumento da pressão intraocular é o principal fator de risco para danos no nervo óptico. Então, essas lesões são irreversíveis e levam à perda da visão.

Atualmente, o tratamento para a maioria dos casos de glaucoma é medicamentoso, por meio do uso de colírios. Entretanto, as cirurgias a laser também são importantes no controle da doença e têm sido cada vez mais utilizadas.

Cuidados com o glaucoma em viagens internacionais

Agora vamos às dicas práticas para quem tem glaucoma e pretende fazer viagens internacionais.

Receitas médicas

Antes de viajar, o ideal é agendar uma consulta com o oftalmologista. Na consulta, o médico irá avaliar como está a pressão intraocular, analisar o fundo do olho e o nervo óptico.

Mas, acima de tudo, é importante solicitar ao médico as receitas dos colírios para garantir que haja medicamento suficiente para o tempo de viagem.

Atenção: receitas médicas brasileiras não são aceitas no exterior!

Na maioria dos países, as receitas emitidas por médicos brasileiros não são válidas, ou seja, mesmo que você tenha uma receita extra, dificilmente irá conseguir comprar o medicamento em farmácias no exterior.

Portanto, se você tem glaucoma, o ideal é levar uma quantidade extra de colírios, por exemplo. Contudo, é altamente recomendado que pessoas que fazem uso de medicamentos de uso contínuo tenham em mãos um relatório médico, em inglês, a respeito da doença e da necessidade do medicamento.

Também é importante ter a receita e manter o remédio na embalagem original. Vale dizer que muitos países permitem a entrada de medicamentos para uso pessoal por até 30, 60 ou 90 dias, mas isso varia. Dessa forma, também é importante se informar sobre as regras para medicamentos do seu destino no exterior.

Como comprar medicamentos no exterior

Em casos em que seja preciso comprar os colírios no exterior, será preciso passar em consulta com um médico para obter a receita emitida pelo país de destino. Por isso, o seguro-viagem é imprescindível. Nesse momento, o relatório médico brasileiro será crucial para orientar o profissional no exterior.

Como organizar os colírios para a viagem

Bem, depois de passar pelo oftalmologista e ter os colírios para uso durante a viagem, é importante organizar o acondicionamento desses medicamentos.

Alguns colírios precisam de refrigeração. Portanto, para levá-los na viagem será preciso um isopor ou bolsa térmica. Já no local de destino, também é importante ter uma geladeira para manter os medicamentos seguros e prontos para o uso.

Os principais cuidados com os colírios durante uma viagem são: manter em local seco, longe do sol e, no caso dos colírios que necessitam de refrigeração, devidamente acondicionados em geladeiras.

Principais cuidados para quem vai viajar de avião

As viagens mais longas merecem mais atenção. Isso porque o tempo de viagem pode coincidir com os horários de aplicação dos colírios. Dessa maneira, o paciente deve levar os medicamentos na bagagem de mão ou mantê-los com fácil acesso, independentemente do tipo de meio de transporte.

Olho seco e Glaucoma – Como gerenciar os sintomas

Infelizmente, 60% das pessoas com glaucoma desenvolvem a síndrome do olho seco. O motivo é que muitos colírios que tratam a doença possuem conservantes e outros excipientes que prejudicam a superfície ocular.

Durante viagens de avião, os olhos podem ficar mais ressecados devido ao ar-condicionado. Os ambientes climatizados de hotéis e o calor também podem agravar os sintomas do olho seco.

Por isso, é importante pedir ao oftalmologista a prescrição de colírios para manter a superfície ocular lubrificada durante as viagens.

Cuidados com o glaucoma em viagens internacionais – Práticas aquáticas

Você sabia que óculos de natação e máscaras de mergulho podem alterar a pressão intraocular? Por isso, quem tem glaucoma precisa evitar o uso desses equipamentos durante práticas aquáticas.

Vale reforçar que a prática de mergulho é sempre contraindicada para quem tem glaucoma!

Outro cuidado fundamental é esperar cerca de 10 a 15 minutos após a aplicação do colírio, para entrar na água. O tempo de espera é importante para a absorção correta do medicamento pelo organismo.

Quando estiver na praia ou na piscina, lembre-se que os colírios não devem ficar expostos ao sol!

Cuidados com o glaucoma em viagens internacionais – Organize o uso dos colírios

Durante as férias, saímos da rotina e, com isso, podemos esquecer de usar os colírios. Por isso, o ideal é colocar lembretes sonoros no celular, como alarmes, para evitar que isso aconteça.

Na presença de sintomas oculares repentinos, procure um serviço médico

Na maioria dos casos, o glaucoma não causa sinais e sintomas. Por esse motivo, grande parte dos pacientes só descobre que tem a doença quando começa a perceber alterações na visão.

De qualquer maneira, um aumento repentino da pressão intraocular pode causar alguns sintomas, como dor ocular intensa, dor de cabeça, visão turva, enjoo e halos de luz na visão. Caso isso aconteça durante uma viagem, é importante procurar um serviço médico local.

Dra. Maria Beatriz Guerios  é Oftalmologista Geral e especialista em Glaucoma.

O consultório fica na cidade de São Paulo.

Para mais informações, ligue para (11) 97859- 1080

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

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