Tire suas dúvidas sobre o Glaucoma – Tratamento Glaucoma em SP

Tire suas dúvidas sobre o Glaucoma – Tratamento Glaucoma em SP

Tire suas dúvidas sobre o Glaucoma agora mesmo!

Você já ouviu falar do Glaucoma? Se não, saiba que é a principal causa de cegueira definitiva em todo o mundo.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o glaucoma atinge cerca de 79 milhões de pessoas em todo o mundo.

No Brasil, segundo a Sociedade Brasileira do Glaucoma (SBG), a estimativa é que o glaucoma atinge 2,5 milhões acima dos 40 anos. Contudo, a entidade avalia que até 70% das pessoas nem imaginam que convivem com a doença.

Para além das pessoas que já convivem com o Glaucoma, a estimativa das organizações de saúde é que a prevalência da doença deve crescer nos próximos anos, devido ao envelhecimento da população.

Por isso, conhecer melhor o Glaucoma é crucial para prevenir a doença, quando é possível, bem como para identificar os fatores de risco que possam ajudar no diagnóstico precoce.

Para tirar todas as dúvidas sobre o Glaucoma, hoje vamos entrevistar a oftalmologista Dra. Maria Beatriz Guerios, especialista em Glaucoma.

Afinal, o que é Glaucoma?

Glaucoma é o nome dado a uma série de condições que causam danos no nervo óptico. Sendo assim, uma vez que as células nervosas não se regeneram, o glaucoma leva à perda irreversível da visão.

Mas, para entender o glaucoma, é importante entender melhor a fisiologia do nervo óptico, um agrupamento de mais de um milhão de fibras nervosas, que conectam a retina ao cérebro. As células da retina captam a luz e a transforma em impulsos elétricos. Esses sinais percorrem o nervo óptico até chegarem ao cérebro, que os interpreta para formar a imagem que enxergamos.

Os danos do glaucoma levam à perda das células nervosas da retina. Adicionalmente, o glaucoma causa um afinamento das fibras nervosas da retina. Finalmente, ocorre um aumento da escavação do nervo óptico, uma área em que o nervo óptico invade a retina.

O que causa esses danos no nervo óptico?

Inicialmente, a principal causa das lesões no nervo óptico é o aumento da pressão intraocular (PIO).

Muitas pessoas não sabem, mas para manter o formato arredondado do olho é preciso uma combinação de estruturas anatômicas em seu perfeito funcionamento.

A pressão intraocular é o principal deles. Essa pressão depende do equilíbrio entre a produção e a drenagem do humor aquoso, líquido transparente que preenche a parte de trás do olho, juntamento com o humor vítreo.

O glaucoma surge quando há alterações na drenagem do humor aquoso. A falta de escoamento eleva a pressão dentro do olho, resultando em danos no nervo óptico.

Contudo, o glaucoma também pode acontecer devido à problemas na circulação sanguínea das células da retina. A falta de oxigênio também leva à morte das células nervosas do nervo óptico e da retina. Mas, vamos falar mais sobre esse tipo de glaucoma logo em seguida.

Quais os fatores de risco do glaucoma?

Há muitos fatores de risco do glaucoma, ou seja, condições que aumentam a chance de uma pessoa desenvolver a doença.

Vamos falar um pouco mais sobre eles? Veja abaixo.

  • Idade: pessoas acima dos 40 anos têm mais chance de desenvolver o glaucoma, pois o envelhecimento natural deixa o nervo óptico mais vulnerável. Além disso, após os 40 anos, algumas doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, são mais prevalentes. Essas patologias, por sua vez, também são fatores de risco para desenvolver um glaucoma.
  • Histórico de glaucoma na família: esse é uma dos fatores de risco mais bem estabelecidos. Quando há um membro da família com glaucoma, a chance de ter a doença aumenta de 4 a 9 vezes.
  • Doenças oculares: certas doenças oftalmológicas podem aumentar o risco de ter um glaucoma, como problemas na retina, uveíte e esclerite e alta miopia.
  • Traumas na face e crânio: Socos, perfurações, boladas e traumas cranioencefálicos que atinjam os olhos aumentam o risco de ter um glaucoma agudo.
  • Doenças que afetam a circulação: enxaqueca, apneia do sono, diabetes, colesterol alto, hipertensão arterial e pressão baixa são condições que podem levar ao glaucoma.
  • Medicamentos: alguns medicamentos usados por conta própria podem levar a um glaucoma agudo, àquele em que a pressão intraocular sobe de forma repentina. Entre os principais medicamentos estão os corticoides, especialmente em forma de colírios e sprays nasais.
  • Grupos étnicos: o glaucoma é mais prevalente em orientais e em afrodescendentes, especialmente os glaucomas com fator hereditário.
  • Tabagismo: os compostos dos cigarro são tóxicos para os tecidos oculares, além de o cigarro afeta a circulação sanguínea.

Quais os sinais e sintomas do Glaucoma?

Agora, preste muita atenção: na maioria dos casos de glaucoma não há sinais ou sintomas nas fases iniciais da doença.

A única exceção é no Glaucoma Agudo de ângulo fechado! Veja quais são os sintomas abaixo:

  • Dor no olho – pode ocorrer imediatamente após o ferimento ou de forma mais tardia;

  • Sensibilidade à luz;

  • Visão turva;

  • Hemorragia e inflamação no olho;

  • Aumento repentino da PIO;

  • Dor de cabeça;

  • Náuseas.

Quais os principais tipos de Glaucoma?

Primeiramente, vamos recordar que Glaucoma é nome de várias condições que causam danos no nervo óptico. Diante disso, podemos concluir que existem vários tipos de glaucoma. Dessa forma, a classificação depende da causa.

O glaucoma mais comum é o de ângulo aberto e o menos prevalente é o de ângulo fechado. Agora, vamos entender o que é o ângulo no contexto do glaucoma.

O ângulo é um espaço que se forma na junção da córnea com a íris. Por meio de uma estrutura que se encontra nessa região, a malha trabecular, o humor aquoso é drenado de forma constante para manter a pressão intraocular controlada.

Portanto, o glaucoma aberto é quando há problemas na malha trabecular que afetam o escoamento do humor aquoso, mas o ângulo ainda está “aberto”. Já no glaucoma de ângulo fechado, o ângulo se fecha completamente, elevando a pressão intraocular de forma muito rápida e repentina.

Então, veja agora as principais classificações e tipos de glaucoma:

  • Glaucoma Primário de Ângulo aberto;
  • Glaucoma Primário de Ângulo fechado;
  • Glaucoma secundário por trauma;
  • Glaucoma induzido por corticoide;
  • Glaucoma Juvenil;
  • Glaucoma congênito;
  • Glaucoma de pressão normal;
  • Glaucoma neovascular.

O glaucoma tem cura?

Não! Infelizmente, o glaucoma não tem cura, mas tem tratamento. Contudo, para impedir novas perdas visuais ou a cegueira, é preciso que o diagnóstico seja o mais precoce possível. A partir do diagnóstico, o oftalmologista vai indicar o melhor tratamento, de acordo com o tipo de glaucoma e outras particularidades do paciente.

Como funciona o tratamento do glaucoma?

O tratamento do glaucoma tem como objetivo impedir a progressão da doença, ou seja, as abordagens terapêuticas são feitas para evitar que o paciente fique cego.

O tratamento mais comum é o uso de colírios. Mas, hoje em dia as cirurgias a laser podem ser a primeira escolha de tratamento para alguns pacientes com glaucoma de ângulo aberto. Já no glaucoma agudo, a cirurgia é o principal tratamento.

Vale lembrar que o tratamento do glaucoma é para sempre, em outras palavras, a partir do diagnóstico, o paciente vai precisar tratar e realizar acompanhamento com o Oftalmologista para o resto da vida.

Como enxerga uma pessoa que tem glaucoma? A pessoa enxerga tudo preto?

O glaucoma afeta a visão lateral. Desse modo, nas fases iniciais a pessoa ainda enxerga bem com a visão central, mas já apresenta dificuldades no campo visual lateral. Na prática, imagine uma pessoa com glaucoma que esteja dirigindo. Ela vai enxergar bem o carro da frente, mas não vai enxergar bem os carros do lado.

Contudo, sem tratamento, a perda da visão pode ser total e, com isso, a pessoa vai enxergar tudo preto. Entretanto, a perda total da visão afeta apenas 5% dos pacientes, desde que o diagnóstico ocorra nas fases iniciais.

Existe alguma forma de evitar o glaucoma?

Depende. Quando o glaucoma é hereditário, não há o que se fazer para evitá-lo. Mas, nesses casos, o ideal é que a pessoa procure o Oftalmologista de forma precoce. Isso pode garantir iniciar o tratamento antes que a pessoa apresente perda visual.

Outros tipos de glaucoma, principalmente àqueles que tem relação com outras doenças, podem ser prevenidos a partir da modificação dos fatores de risco. Exemplo: tratar a apneia do sono, prevenir doenças como diabetes e hipertensão, parar de fumar, controlar a alta miopia etc.

Conclusão

O glaucoma é uma doença que pode levar à perda da visão e isso traz sérias consequências para o paciente.

Embora nem sempre seja possível evitar o desenvolvimento da doença, é possível procurar o Oftalmologista de forma precoce para iniciar o tratamento. Isso pode prevenir a evolução da doença.

O ideal é que a partir dos 40 anos, a pessoa procure realizar os exames oftalmológicos preventivos uma vez por ano.

Vale reforçar que pessoas com fatores de risco conhecidos ou com histórico familiar da doença precisam procurar o oftalmologista para realizar exames de triagem mais cedo.

 

Dra. Maria Beatriz Guerios  é Oftalmologista Geral e especialista em Glaucoma.

O consultório fica na cidade de São Paulo.

Para mais informações, ligue para (11) 97859- 1080

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

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