Homens precisam ir ao oftalmologista – Entenda o porquê

Homens precisam ir ao oftalmologista – Entenda o porquê

Os homens precisam ir ao oftalmologista, assim como todos os demais públicos. Contudo, culturalmente o público masculino não costuma adotar uma conduta de cuidados preventivos com a saúde.

Dessa forma, essa pode ser uma das razões pelas quais os homens costumam ter uma expectativa menor do que a das mulheres.

Entre as Doenças Crônicas Não Transmissíveis, os homens morrem mais do que as mulheres por doenças do sistema respiratório (50% a mais), por doenças cardiovasculares (40% a mais) e por cânceres (30% a mais).

Portanto, como os homens não têm o hábito de realizar exames preventivos, quando chegam ao médico, a doença pode estar num estágio mais avançado. Logo, a chance de sucesso no tratamento pode ser menor.

Homens precisam ir ao oftalmologista, especialmente após os 40 anos

Segundo Dra. Maria Beatriz Guerios, oftalmologista geral e especialista em glaucoma, é muito comum receber pacientes homens que não seguem uma rotina de cuidados com a saúde ocular.

“Normalmente, os homens nos procuram somente quando apresentam sintomas oculares de patologias, como conjuntivites, terçol, blefarite, alergias, entre outras. Para além disso, após os 50 anos, alguns começam a ter dificuldade de enxergar de perto e, com isso, acabam visitando um oftalmologista”, comenta a médica.

O ideal é consultar um oftalmologista regularmente, ao longo da vida. Contudo, após os 40 anos, é ainda mais importante. A razão é que a maioria das doenças que podem causar perda da visão estão associadas ao envelhecimento, como glaucoma, catarata e degeneração macular relacionada à idade.

“Adicionalmente, as doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, mais prevalentes após os 50 anos, aumentam o risco de diversas doenças oculares, como a retinopatia diabética e as demais que já citamos acima”, aponta Dra. Maria Beatriz.

Como funciona a consulta oftalmológica de rotina

Inicialmente, o médico oftalmologista realiza a anamnese e então inicia os demais exames físicos.

Exames de vista de rotina – Quais são eles

A primeira etapa da consulta médica é sempre a anamnese. “Trata-se da avaliação do estado geral de saúde do paciente. Nesse momento, anotamos diversas informações, como o histórico de saúde, medicamentos que o paciente consome, histórico familiar de doenças em geral, especialmente as condições visuais que podem ser hereditárias”, comenta Dra. Maria Beatriz.

Logo após a anamnese, o oftalmologista inicia os exames de vista de rotina. Agora, confira os principais exames de vista de rotina:

Teste de acuidade visual

É aquele em que o paciente se senta na cadeira e precisa ler uma tabela de letras. Esse exame mede a acuidade visual, capacidade de enxergar objetos com detalhes e nitidez a 6 metros de distância. O teste é feito em um olho por vez com o outro tampado.

O paciente precisa ler em voz alta as letras de cima para baixo, das maiores para as menores. Ao todo, a tabela de Snellen tem 11 linhas de letras. Quando o paciente consegue ler até a fileira 8, sua acuidade visual é considerada normal (20/20) que é capacidade de enxergar nitidamente a 6 m ou 20 pés. Quando o paciente não consegue ler até a fileira 8, o oftalmologista vai calcular o comprometimento da acuidade visual, que vai depender da linha que o paciente consegue enxergar.

Para além disso, esse exame pode ocorrer isoladamente ou juntamente com o Refrator Manual. O oftalmologista coloca o aparelho no rosto do paciente e testa diferentes lentes e filtros, para longe e para perto para fazer o diagnóstico do erro refrativo e prescrever as lentes de correção.

Tonometria

tonometria é um teste essencial para prevenir o glaucoma, doença que afeta o nervo óptico e pode causar perda total e definitiva da visão. O exame mede a pressão intraocular que quando alterada pode sugerir a presença do glaucoma. Para pessoas acima dos 40 anos, a tonometria deve ser anual.

Exame de refração

Teste feito com a ajuda de um aparelho, que possui lentes especiais para detectar os erros de refração, como miopia, astigmatismo, hipermetropia e presbiopia;

Fundoscopia pode ajudar no diagnóstico de doenças sistêmicas

O exame de fundo de olho é essencial para diagnosticar doenças que atingem a retina (fundo do olho). Então, o oftalmologista usa um aparelho chamado de oftalmoscóspio indireto, que projeta uma luz dentro do globo ocular e permite avaliar a retina.

Nesse mesmo exame é possível analisar os vasos sanguíneos, nervo óptico, córnea, conjuntiva de cristalino. Sendo assim, a fundoscopia pode detectar alterações no nervo óptico sugestivas de um glaucoma, pode também contribuir no diagnóstico da catarata e doenças da córnea.

“Adicionalmente, durante a fundoscopia, conseguimos avaliar como estão os vasos sanguíneos da retina. Quando detectamos algumas alterações sugestivas de doenças sistêmicas, como diabetes e pressão arterial, podemos orientar o paciente a procurar um especialista”, alerta Dra. Maria Beatriz.

“Podemos dizer que os olhos funcionam com uma “janela” para olharmos para o estado geral do sistema vascular. Geralmente, é possível ter uma ideia de como estão os outros vasos do corpo, bem como analisar se o paciente tem riscos cardiovasculares importantes, que aumentam a chance de apresentar um acidente vascular cerebral (AVC), por exemplo”, comenta a médica.

Biomicroscopia

É um exame feito com um microscópio acoplado a uma lâmpada de fenda. O objetivo é avaliar com detalhes as partes externas e internas do globo ocular.

Adicionalmente, durante a consulta, o oftalmologista também avalia as pálpebras, a motilidade ocular, a capacidade de movimentação dos olhos e até mesmo a presença de lesões sugestivas de câncer de pele, por exemplo.

Por fim, também é possível analisar a superfície ocular e as glândulas de Meibômio, para avaliar a presença de olho seco e da blefarite (inflamação crônica que atinge as pálpebras).

Homens precisam ir ao oftalmologista para realizar exames

Enfim, como você viu, os exames de vista de rotina são cruciais para prevenir ou para detectar doenças oculares. Dessa forma, os homens precisam ir ao oftalmologista também.

Embora durante a consulta seja possível realizar diversos exames, pode ser que o médico solicite outros testes, principalmente quando existem sinais de doenças na retina, córnea e nervo óptico.

“Finalmente, a nossa recomendação é realizar os exames de vista de rotina anualmente e procurar um oftalmologista na presença de sintomas repentinos e persistentes, como vermelhidão, coceira, ardência, dor ocular intensa, perda súbita da visão, entre outras manifestações”, finaliza Dra. Maria Beatriz.

 

 Dra. Maria Beatriz Guerios  é Oftalmologista Geral e especialista em Glaucoma.

O consultório fica na cidade de São Paulo, na Vila Nova Conceição (zona Sul).

Para mais informações, ligue para (11) 97859- 1080

Matéria produzida pela jornalista Leda Maria Sangiorgio – MTB 30.714
É expressamente proibida a cópia parcial ou total do material, sob pena da Lei de Direitos Autorais, número 10.695. 

 

 

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *